Um dos grandes desejos de quem se muda para o Canadá é conseguir trabalhar na sua área de formação e, consequentemente, garantir a tão famosa experiência canadense. Porém, se inserir profissionalmente em um mercado completamente novo e sem nenhuma referência pode ser um grande desafio. Pensando nisso, a 3RA Intercâmbio convidou o cliente Guilherme Batista Bastos, de 39 anos, a dividir conosco sua experiência. Ele é front-end developer e aterrissou em Vancouver com a família há apenas nove meses. Com muito esforço e dedicação, Guilherme, que chegou ao país com inglês básico, já garantiu a sua vaga em uma empresa canadense em sua área de atuação.
Formado em processamento de dados e pós-graduado em engenharia de software, Guilherme trabalhou em diversas empresas no Brasil e seu último cargo no país foi como desenvolvedor sênior em uma grande empresa de saúde suplementar. Foram mais de dez anos atuando como designer, web-designer, instrutor em escola de informática e web-developer. Porém, em busca de uma qualidade de vida, ele e a família resolveram deixar tudo para trás e realizar o sonho de se mudar para o Canadá.
Ao pisar em terras canadenses, assim como todo recém-chegado a um novo país, Guilherme precisou dar alguns passos para trás, ainda que tivesse muita experiência e conhecimentos adquiridos no Brasil. “Eu cheguei e fiquei dois meses estudando inglês, mas acabei tendo um problema com aluguel e perdi um bom dinheiro. Nisso me vi forçado a procurar um emprego mais rápido do que eu esperava. Depois de insistir na minha área e receber várias respostas negativas, resolvi tentar um trabalho em qualquer coisa para ajudar com as despesas de casa e acabei arrumando emprego em uma padaria que funcionava dentro de um mercado. Eu trabalhava lá de 24 a 32 horas semanais ganhando o salário mínimo, mas continuava aplicando para a minha área mas, desta vez, seguindo uma nova estratégia”, contou.
Diante das negativas, Guilherme percebeu que o mercado canadense é mais exigente e qualificado que o brasileiro e, por isso, mudou a forma de procurar por um trabalho. “Aqui o seu conhecimento deve estar bem enraizado e eu me senti raso perante o mercado de Vancouver. Isso me abalou um pouco no início, mas ao mesmo tempo também me motivou a buscar mais conhecimento e foco”, destacou. Ele começou a focar todas as suas energias em front-end development e se jogou nos livros. “Enxuguei meu currículo e o adaptei para o padrão canadense. Retirei muita informação que eu tinha no currículo mas que não tinha tanto domínio. E tão importante quanto essa adaptação, foi também adequar meu perfil no linkedin. Aqui no Canadá muitas empresas te encontram através desta rede social, cheguei a participar de entrevistas em que eu nem havia aplicado para a vaga. Além disso, estudava onde podia: no ônibus, no metrô e estava sempre procurando por vagas de nível júnior e intermediário”, relembrou.
Após dois meses trabalhando na padaria e ao mesmo tempo buscando novas oportunidades, uma startup para a qual ele havia aplicado através do site Craigslist o convidou para a seleção. “Eles me deram um teste para resolver em 48 horas e eu o fiz. Também participei de uma entrevista por skype com o dono da empresa e eles me chamaram para trabalhar como front-end developer junior. Para mim tem sido ótimo principalmente por conta da experiência canadense que tanto se pede aqui, pela tecnologia que estou utilizando e aprendendo e pelo ambiente”, comentou.
Depois de toda a sua trajetória, Guilherme separou algumas dicas para quem está começando a procurar um emprego na área. A primeira delas, sem dúvidas, é estudar e muito o inglês. “Eu achava o meu inglês intermediário, mas quando cheguei aqui percebi que era básico. O idioma ainda tem sido uma enorme barreira para mim, mas é essencial para arrumar o emprego e também para se manter nele. Atualmente, mesmo sem participar de aulas formais, tenho estudado em casa usando recursos da internet como vídeos no youtube e sites de exercícios”, falou.
Ainda de acordo com ele, é necessário se manter sempre atualizado. “Percebi que na entrevista, por exemplo, não adianta tentar se justificar falando que você ficou muito tempo fora do mercado e que não sabe a resposta. Esteja sempre preparado”, enfatizou. E o mais importante de tudo: nunca desanimar. “Jamais deixe de aplicar para as vagas. Existem diversos sites de emprego no Canadá e com a insistência você vai adquirindo experiência e a contratação acaba acontecendo. Eu recebi muitos ‘nãos’ até receber o meu primeiro sim. Às vezes temos que dar um passo para trás para andarmos dois para frente. Se você é sênior e conseguiu uma vaga para trabalhar como júnior, agarre a oportunidade, faça o melhor possível para se destacar e também continue aplicando para vagas melhores”, finalizou.
Canadá é mais uma vez escolhido como o melhor país para se viver
/0 Comentários/em Canadá, Cultura e estilo de vida, Curiosidades por intercambioO Canadá foi novamente classificado como o melhor país para se viver no mundo pelos jovens. A informação foi divulgada pela publicação norte-americana U.S. News and World Report. No total, foram ouvidas cerca de 6000 pessoas com idades entre 18 e 35 anos.
Os jovens avaliaram muito bem o país no que diz respeito à cidadania e negócios. O Canadá também foi classificado como uma terra de oportunidades: de todos os canadenses com idades entre 25 e 34 anos, mais de 50% já possui casa própria e praticamente 80% estão empregados.
Melhores países para se viver de acordo com os jovens:
Taxa de desemprego de British Columbia é a menor do Canadá
/0 Comentários/em Canadá, Empregabilidade, Trabalho por intercambioPela primeira vez na história, a taxa de desemprego em British Columbia (província onde está localizada a cidade de Vancouver) é a menor do Canadá. A informação foi divulgada pelo Statistics Canada, que é o órgão do governo responsável por realizar pesquisas e análises.
Segundo o relatório, um dos motivos que levaram a esse resultado foi a criação de 13000 empregos apenas no último mês de abril na província, o que fez com que a taxa de desemprego caísse para 5,8%, ficando abaixo da média nacional, que é de 7,1%. Já nos últimos 12 meses, 110.000 empregos foram adicionados à economia de British Columbia. As novas vagas de trabalho criadas estão distribuídas principalmente nas áreas de vendas, saúde, assistência social e construção.
Em Ontario, onde está localizada a cidade de Toronto, a empregabilidade ficou praticamente a mesma. Porém, um aumento no número de pessoas à procura de trabalho fez a taxa de desemprego subir em até 0,2%, atingindo 7,0%.
Ainda de acordo com o levantamento, em todo o Canadá, a taxa de desemprego para pessoas com idade 25 e 54 anos é de 6,6% para homens e 5,5% para as mulheres.
Confira a taxa de desemprego em outras províncias do Canadá:
British Columbia – 5,8%
Ontario – 7%
Alberta – 7,2%
Manitoba – 6,1%
Newfoundland e Labrador – 12,5%
New Brunswick – 9,6%
Quebec – 7,5%
Depoimento: “Como iniciei meu próprio negócio no Canadá”
/3 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Semana do Trabalho, Trabalho por intercambioAbrir uma empresa é algo desafiador. Algumas pessoas têm medo de investir na montagem de um negócio e perder economias que, muitas vezes, levaram anos para serem conquistadas. Agora imagine começar o seu próprio business em um outro país. Os desafios se multiplicam e parecem se tornar ainda muito maiores. Por isso, pensando em ajudar os brasileiros que querem ir para o Canadá e construir um negócio de sucesso no futuro, a 3RA Intercâmbio convidou o empresário Vinícius Caldana, proprietário do Brisa Spa e Studio, em Vancouver, para participar da Semana do Trabalho.
Vinícius imigrou para o Canadá em 2004 e há cerca de três anos está a frente de seu próprio negócio. Atualmente, o Brisa Spa emprega cinco funcionárias, todas brasileiras. A proposta é oferecer ao público serviços de estética e beleza. “Nós abrimos por quase 12 horas aos finais de semana e
oferecemos serviços diferenciados, que vão desde manicure, podologia e depilação, até tratamentos estéticos, corporais e faciais como peelings de diamante e cristais”, contou.
De acordo com Vinícius, o fato de já ser um residente permanente no país facilitou muito o processo de compra da empresa, que antes pertencia a uma outra família de brasileiros. Porém, ele ressalta que a abertura do próprio negócio não é exclusividade de cidadãos canadenses e residentes permanentes. “Sendo residente, a parte de gestão, crédito e administração se torna muito mais simples, pois você pode contar com o apoio de bancos, linha de crédito e outros benefícios dados pelo governo. Porém, até um turista pode abrir uma empresa aqui. A gestão e a operação é que se tornam um pouco mais complexas”, explicou.
Ainda segundo ele, cada negócio precisa de um tipo de licença e apesar de os processos serem um pouco burocráticos, tudo funciona muito bem. “No nosso caso, temos um controle muito rígido com o departamento de saúde de Vancouver. A licença em si não demora a sair quando tudo está adequado. Mas todo o processo levou cerca de quatro meses. Para quem tem interesse em abrir um negócio no Canadá,a primeira coisa a se fazer é ir até a prefeitura da cidade para se informar e descobrir o que é preciso, quanto custa e as etapas exigidas para cada tipo de empresa”, destacou.
Para os recém-chegados ao país que estão buscando emprego ou que pensam em abrir o seu próprio negócio, Vinícius tem uma dica: nunca desanimar. De acordo com ele, a vida de imigrante não é fácil, principalmente nos dois primeiros anos, mas a tendência é melhorar no futuro, já que brasileiros são pessoas de grande destaque no exterior por sua polivalência. “Muita gente acha que pelo fato de você deixar o Brasil e vir para o Canadá você estará em um melhor patamar. Eu digo que você dá um passo para trás, para poder dar dois para frente… Nesse começo, chegar e trabalhar na sua área, é quase que ganhar na loteria. Portanto, costumo dizer à quem chegou para não desistir. No começo precisamos fazer alguns sacrifícios, mas no final vale a pena. O importante é trabalhar, conseguir algum emprego para que se melhore o inglês e aprenda a cultura local. Aos poucos as coisas vão se acertando e as portas se abrindo. Humildade, força de vontade e perseverança. É preciso buscar espaço e, às vezes, é necessário começar de baixo mesmo”, finalizou.
Quem contrata: Danilo Oliveira – 3RA Intercâmbio
/0 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Semana do Trabalho, Trabalho por intercambio“Cada pessoa tem uma história, uma formação e sua experiência profissional. Alguns possuem fluência no idioma e/ou grande experiência em sua área, mas isso não garante que você vai chegar ao Canadá trabalhando na mesma posição ou nível que trabalhava no Brasil”. A frase é do gerente de recursos humanos da 3RA Intercâmbio, Danilo Prestes Oliveira. Ele, que chegou a Vancouver no ano passado, conta com mais de 15 anos de experiência na área no Brasil, onde atuou na Nestlé lidando com vários países da América Latina.
Segundo Danilo, ao chegar no Canadá, é preciso controlar a expectativa, principalmente se as experiências anteriores não forem significativas ou se o nível de fluência no idioma local não for dos melhores. “Nesses casos você poderá ter alguma dificuldade para encontrar uma posição
equivalente a sua no Brasil. Isso não quer dizer que você não vá arrumar emprego, mas sim que você passará por um período de reconstrução de carreira, momento em que vai mostrar ao mercado canadense suas habilidades e resultados”, destacou.
Ainda de acordo com Danilo, assim como no Brasil, no Canadá não existe fórmula mágica para se destacar dos demais candidatos. Porém, algumas atitudes podem fazer toda a diferença. Na hora de selecionar novos colaboradores para a 3RA Intercâmbio, por exemplo, ele analisa várias questões, dentre elas a coerência entre as informações enviadas no currículo e aquelas apresentadas durante a entrevista. “Todos os candidatos têm pontos fortes. O interessante é sempre demonstrar uma atitude positiva, iniciativa, facilidade de comunicação, ser honesto, íntegro, saber trabalhar em equipe e apresentar o que tem de melhor”, falou.
O processo de seleção da 3RA Intercâmbio não é muito diferente do das outras empresas canadenses. Segundo Danilo, a agência, que está em constante crescimento, sempre precisa buscar profissionais no mercado. “Quando isso acontece, nós podemos resumir nosso procedimento em algumas etapas: Divulgação da vaga, triagem de currículos, entrevistas e testes”. Dentre estes testes, por exemplo, estão as provas de inglês. “Muitos funcionários da nossa equipe possuem contato direto com universidades, colleges, escolas de inglês e empresas de homestay. Aliás, este é o nosso grande diferencial, já que não trabalhamos com informação pronta ou de internet, nossa equipe é totalmente integrada com as instituições canadenses. Por esse motivo, para trabalhar na 3RA é muito importante que a pessoa tenha um nível avançado no idioma”, revelou.
Para o gerente de RH da 3RA Intercâmbio, apesar de contar com algumas semelhanças, a seleção canadense conta com importantes diferenças e os brasileiros que chegam ao novo país precisam estar atentos. “Aqui no Canadá o processo tem um formato diferente para a primeira seleção de candidatos. Para o mercado canadense, é muito importante que o candidato tenha uma boa cover letter, pois ela será sua porta de entrada e seu acesso ao entrevistador. O formato do currículo também é algo a ser observado cuidadosamente, já que um pequeno detalhe pode intensificar ou não o interesse do entrevistador em continuar lendo a informação do candidato”, concluiu.
Outro ponto destacado por Danilo é a importância da entrevista de emprego, tanto no Canadá quanto no Brasil. “A entrevista é o momento que temos para conhecer o candidato, saber de suas experiências profissionais e pessoais. É um momento para entender o passado e vislumbrar a aplicabilidade de determinadas características no futuro”, finalizou.
Respondendo perguntas sobre trabalho no Canadá
/0 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Trabalho por intercambioDepoimento: O primeiro emprego no Canadá – Desafios e futuro
/0 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Semana do Trabalho, Trabalho por intercambioTodos os anos, milhares de brasileiros deixam para trás suas carreiras e chegam ao Canadá em busca de novas oportunidades e qualidade de vida. De olho no futuro, enquanto estudam e aprimoram o inglês para conseguir uma colocação na área que desejam, eles partem para os empregos “entry level”, como aqui são conhecidos os cargos nas áreas de comércio e construção, por exemplo. Ao contrário do que muita gente pensa, esses cargos não são exclusividade de estrangeiros: Existem milhares de canadenses que também trabalham nessas vagas. No Canadá não existe este tipo de preconceito e trabalho é trabalho. Todo mundo consegue viver bem trabalhando com o que escolheu. Por isso, antes de embarcar, é preciso deixar este pensamento de lado e, em seguida, se preparar para garantir o seu primeiro emprego em terras canadenses.
O administrador de empresas Henrique Matsuda Itoh deixou o Brasil há quase dois anos atrás. Ele viajou para Vancouver com a intenção de aprimorar o inglês, mas encontrou inúmeras novas possibilidades no país e agora estuda para trabalhar no futuro com ilustração, animação e modelagem 3D. “Eu sempre gostei muito de desenhar e meus amigos, familiares e professores sempre elogiavam meu trabalho. Quando cheguei ao Canadá descobri inúmeras empresas da área de cinema e inúmeras escolas. Vi uma oportunidade única de conseguir conhecimento e, quem sabe, uma chance de expor minha habilidade e garantir o emprego dos meus sonhos”, revelou.
Enquanto se prepara para a nova carreira, Henrique trabalha como lavador de pratos em um restaurante. “Eu era caixa de banco e apenas essa informação já mostra o quanto era estressante a minha vida profissional. Trabalhar como lavador de pratos nunca me incomodou, ainda mais porque no Brasil eu trabalhava em um emprego que não gostava. Agora estou focado no futuro, pois quero trabalhar com algo que me dê prazer. Nós passamos grande parte da vida trabalhando, então tem que ser com algo que a gente goste”, destacou.
Segundo Henrique, o que sempre funcionou para ele na hora de buscar um emprego foi poder contar com sua rede de contatos e persistência. “As empresas aqui prezam muito por indicação. Por isso a minha dica é sempre fazer o máximo de contatos possível. Para quem acabou de chegar e ainda não conhece ninguém, é bom sempre ter cópias do currículo com você e ir andando pela cidade. Sempre tem alguma placa de ‘contratando’ em alguma loja. Também é legal procurar em sites como o Craigslist. Outro ponto importante é persistir. Se o empregador prometeu que vai ligar e não ligou, volte e pergunte sobre o emprego novamente”, sugeriu.
Por fim, Henrique destacou que antes de embarcar é preciso ter pé no chão. “Se você não é daqueles que já vem com um emprego garantido do Brasil para cá, não tenha a ilusão de que você vai conseguir um emprego na sua área rapidamente quando chegar aqui. É importante se preparar e estudar bastante. Antes de cair de cabeça nesta aventura, pesquise muito sobre sua área de atuação. Já para aqueles que assim como eu irão mudar de área, é bom ter em mente que a mudança não será apenas na carreira, mas também no estilo de vida. Aqui o clima é diferente, a cultura é diferente, a comida… mudança total”, finalizou.
Workshop “Currículos e Entrevistas no Canadá” é sucesso entre os participantes
/0 Comentários/em Canadá, Currículos, Entrevistas, Institucional, Notícias, Procurando emprego, Trabalho por intercambioNa última quinta-feira (28), os clientes da 3RA Intercâmbio saíram da sede da empresa prontos para conseguir um emprego no Canadá. O motivo foi o workshop “Currículos e Entrevistas” oferecido pela agência em Vancouver. O evento, que foi ministrado pela consultora canadense Brenda Crump, discutiu os modelos de currículos do país, cartas de apresentação e comportamento durante entrevistas de emprego.
Para o empresário Maurício Rezende, que está em Vancouver há apenas um mês, o evento foi muito proveitoso. “Foi muito explicativo e mostrou o caminho certo para aplicar um currículo aqui no Canadá, já que o formato é bem diferente do que temos no Brasil. Foi bem interessante e é algo que precisa continuar, pois vai ajudar muitas pessoas. Aqui é um outro mundo, um país completamente diferente e precisamos de mais eventos desses”, comentou.
A opinião de Maurício é similar a de Nádia Fernandes, que pretende iniciar um College em setembro, também em Vancouver, com a ajuda da 3RA Intercâmbio. Ela destacou ainda que o workshop é o único voltado para os estudantes internacionais. “É o primeiro evento que vejo voltado para este público, já que a maioria das iniciativas do tipo são para residentes permanentes ou cidadãos. Este tipo de evento é muito importante para nós que acabamos de chegar aqui e não temos noção de como fazer um currículo e de como é trabalhar em uma empresa canadense. Então é muito bom ter a opinião de uma canadense, que trabalha realmente com isso, e que vai nos guiar e tirar um pouco desse medo que nós temos de vir morar em um novo lugar e enfrentar tantos desafios”, disse.
Para a cliente Daniela Aoyoma, que chegou a Vancouver há cinco meses, o workshop tornou as coisas muito mais fáceis. “A Brenda Crumo explicou muito bem como nós podemos fazer essa transição da nossa profissão do Brasil para o Canadá. É um ambiente muito diferente e, sem dúvidas, o evento me ajudou a tornar tudo muito mais fácil”, concluiu.
O próximo workshop da 3RA Intercâmbio está agendado para sexta-feira, dia 27 de Maio, na sede da empresa em Vancouver. O tema da vez será “Como encontrar o seu primeiro emprego no Canadá”. Para participar, é só clicar aqui, se inscrever e aguardar o e-mail de confirmação. As vagas são limitadas e clientes 3RA tem preferência na lista de convidados.
Como se preparar para o mercado de trabalho canadense
/0 Comentários/em Canadá, Empregabilidade, Procurando emprego, Trabalho por intercambioQuem contrata: Samuel Gonçalves – West Trek
/0 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Semana do Trabalho, Trabalho por intercambioO nosso segundo entrevistado da “Semana do Trabalho” é o Samuel Costa Gonçalves. Atualmente ele é representante de vendas e guia da West Trek e atua nas contratações da empresa há quatro anos. Para quem não conhece, a West Trek é uma empresa canadense que oferece viagens para os principais destinos próximos à Vancouver, além de organizar diferentes atividades para estudantes internacionais, mochileiros e turistas.
Samuel compartilhou conosco um pouco sobre o processo seletivo da empresa canadense e o ambiente de trabalho. De acordo com ele, no que diz respeito às contratações, além de requisitos importantíssimos como responsabilidade e profissionalismo, são avaliados também a habilidade de comunicação do candidato, o carisma
, organização e a qualidade no atendimento, já que na empresa o funcionário precisa estar em contato com os clientes o tempo todo. “Geralmente, a primeira coisa que fazemos é analisar os currículos que recebemos e, depois, os selecionados passam por uma ou duas entrevistas em grupo. Em seguida, temos também a entrevista individual. Depois de todo esse processo inicial, nós levamos o candidato em alguma viagem conosco e analisamos a sua performance e comportamento. Só depois é que decidimos se o candidato ficará conosco e passará por um período de avaliação antes de ser contratado em definitivo”, explicou.
Por isso, se dedicar ao idioma é uma das dicas que ele dá para quem quer garantir sua posição no mercado de trabalho. “Além de mergulhar de cabeça no inglês, é preciso fazer o máximo de conexões possíveis e não hesitar em fazer trabalho voluntário. O trabalho voluntário foi o que abriu as portas para mim e, aqui no Canadá, é algo muito comum e a maioria das pessoas fará alguma vez na vida. Neste tipo de trabalho você conhece pessoas que podem lhe ajudar no futuro”, disse.
Quanto as diferenças entre o ambiente de trabalho canadense e o brasileiro, Samuel destaca o foco ao cliente. “Na minha opinião, aqui no Canadá o atendimento ao cliente é levado mais a sério. Você tem que estar sempre de bom humor e sorrindo, focado no que ele precisa. Outra coisa bem legal é o clima. Pelo menos aqui na West Trek é tudo mais descontraído do que na maioria das empresas no Brasil. Temos cachorros no escritório, video game, totó, ping pong… é bem legal”, finalizou.
Depoimento: “Como eu conquistei um emprego na minha área de atuação no Canadá”
/0 Comentários/em Canadá, Depoimentos, Trabalho por intercambioUm dos grandes desejos de quem se muda para o Canadá é conseguir trabalhar na sua área de formação e, consequentemente, garantir a tão famosa experiência canadense. Porém, se inserir profissionalmente em um mercado completamente novo e sem nenhuma referência pode ser um grande desafio. Pensando nisso, a 3RA Intercâmbio convidou o cliente Guilherme Batista Bastos, de 39 anos, a dividir conosco sua experiência. Ele é front-end developer e aterrissou em Vancouver com a família há apenas nove meses. Com muito esforço e dedicação, Guilherme, que chegou ao país com inglês básico, já garantiu a sua vaga em uma empresa canadense em sua área de atuação.
Formado em processamento de dados e pós-graduado em engenharia de software, Guilherme trabalhou em diversas empresas no Brasil e seu último cargo no país foi como desenvolvedor sênior em uma grande empresa de saúde suplementar. Foram mais de dez anos atuando como designer, web-designer, instrutor em escola de informática e web-developer. Porém, em busca de uma qualidade de vida, ele e a família resolveram deixar tudo para trás e realizar o sonho de se mudar para o Canadá.
Ao pisar em terras canadenses, assim como todo recém-chegado a um novo país, Guilherme precisou dar alguns passos para trás, ainda que tivesse muita experiência e conhecimentos adquiridos no Brasil. “Eu cheguei e fiquei dois meses estudando inglês, mas acabei tendo um problema com aluguel e perdi um bom dinheiro. Nisso me vi forçado a procurar um emprego mais rápido do que eu esperava. Depois de insistir na minha área e receber várias respostas negativas, resolvi tentar um trabalho em qualquer coisa para ajudar com as despesas de casa e acabei arrumando emprego em uma padaria que funcionava dentro de um mercado. Eu trabalhava lá de 24 a 32 horas semanais ganhando o salário mínimo, mas continuava aplicando para a minha área mas, desta vez, seguindo uma nova estratégia”, contou.
Após dois meses trabalhando na padaria e ao mesmo tempo buscando novas oportunidades, uma startup para a qual ele havia aplicado através do site Craigslist o convidou para a seleção. “Eles me deram um teste para resolver em 48 horas e eu o fiz. Também participei de uma entrevista por skype com o dono da empresa e eles me chamaram para trabalhar como front-end developer junior. Para mim tem sido ótimo principalmente por conta da experiência canadense que tanto se pede aqui, pela tecnologia que estou utilizando e aprendendo e pelo ambiente”, comentou.
Depois de toda a sua trajetória, Guilherme separou algumas dicas para quem está começando a procurar um emprego na área. A primeira delas, sem dúvidas, é estudar e muito o inglês. “Eu achava o meu inglês intermediário, mas quando cheguei aqui percebi que era básico. O idioma ainda tem sido uma enorme barreira para mim, mas é essencial para arrumar o emprego e também para se manter nele. Atualmente, mesmo sem participar de aulas formais, tenho estudado em casa usando recursos da internet como vídeos no youtube e sites de exercícios”, falou.
Ainda de acordo com ele, é necessário se manter sempre atualizado. “Percebi que na entrevista, por exemplo, não adianta tentar se justificar falando que você ficou muito tempo fora do mercado e que não sabe a resposta. Esteja sempre preparado”, enfatizou. E o mais importante de tudo: nunca desanimar. “Jamais deixe de aplicar para as vagas. Existem diversos sites de emprego no Canadá e com a insistência você vai adquirindo experiência e a contratação acaba acontecendo. Eu recebi muitos ‘nãos’ até receber o meu primeiro sim. Às vezes temos que dar um passo para trás para andarmos dois para frente. Se você é sênior e conseguiu uma vaga para trabalhar como júnior, agarre a oportunidade, faça o melhor possível para se destacar e também continue aplicando para vagas melhores”, finalizou.