Confira as melhores perguntas do Webinar sobre atividades de Verão em Vancouver

No dia 08 de Fevereiro, a 3RA Intercâmbio e a Immi Canada realizaram mais um Webinar. E o assunto da vez foi o Express Entry, que tem sofrido uma queda na pontuação desde janeiro, ampliando o número de convites para a residência permanente. Os especialistas da 3RA Intercâmbio receberam clientes que dividiram a experiência deles com os participantes e também responderam às dúvidas enviadas por eles.

Perdeu o evento? Clique no play abaixo e assista ao vídeo na íntegra. Logo em seguida você também poderá conferir um texto com as melhores informações do webinar.

 

Melhores informações do Webinar – Express Entry: Diferentes perfis e possibilidades

1) Como funciona o Express Entry?

De acordo com Celina, o Express Entry foi introduzido em 2015. Para entrar Express Entry, você precisa se enquadrar dentro de um dos três programas disponíveis:

  • Federal Skilled Trades: É mais específico – como para a área de cozinheiros e chefes de cozinha com experiência fora do Canadá e uma oferta de trabalho também aqui no país.
  •  Canadian Experience Class – Para quem já completou um ano de trabalho dentro do Canadá. É preciso ser full-time, ou seja 30 horas ou mais por semana, e dentro do NOC ou 0, A ou B. Experiência de trabalho durante programas de Co-op não são consideradas.
  • Federal Skilled Worker: É preciso atingir uma pontuação mínima de 67 pontos. São levados em consideração: idade, escolaridade, proficiência em inglês e/ou francês, experiência de trabalho fora e dentro do Canadá, familiares imediatos no Canadá.

Em seguida, será preciso entrar no pool do programa. No total são 1200 pontos, sendo 600 baseado no perfil do aplicante principal. Caso seja um casal, são 560 para o aplicante principal e 40 pontos para o acompanhante. Os outros 600 pontos são extras e você pode ganhá-los de algumas maneiras:

  • Para quem concluir cursos de um ano ou dois anos no Canadá: 15 pontos
  • Para quem concluir cursos de mestrado ou com duração de três anos: 30 pontos
  • Para quem completar um ano de trabalho no Canadá: 50 pontos
  • Oferta de trabalho: de 50 a 200 pontos
  • Programas provinciais relacionados ao Express Entry: 600 pontos

2) Perfil dos candidatos:

Alberto de Asevedo e Manuela: Começaram o planejamento em 2014, quando o processo ainda não era o Express Entry. No final de 2014, Alberto viajou para o Canadá para um intercâmbio e se apaixonou de vez pelo país. Em 2015, devido à mudança para o Express Entry, ele decidiu fazer a primeira consulta com a Celina, que avaliou o perfil e viu que era possível aplicar pelo programa. No entanto, Celina optou por fazer o planejamento do casal – que ainda estava no Brasil – separadamente. “Nós fizemos a consulta e vimos que a pontuação do Alberto seria maior como solteiro. Como eles ainda não eram casados e nem moravam juntos, decidimos fazer o processo do Alberto primeiro e aplicar através dele depois para a Manuela”, explicou Celina. Alberto já chegou ao país como residente permanente, enquanto Manuela embarcou com visto de turista e, agora, aguarda o resultado do processo de sponsorship.

Ainda de acordo com Celina, a formação do Alberto é outro ponto importante. “Ele é formado em Direito. Isso mostra que não há uma lista de ocupações e demandas no Express Entry. Não existe uma área de formação específica na qual você não se qualifica”, destacou Celina.

Marina Morena: Chegou ao Canadá com o namorado e inicialmente sem intenção de imigrar, apenas para estudar inglês. Porém, logo depois procuraram a 3RA e a Immi para buscar alternativas de continuar no país. Os dois casaram e o esposo dela foi fazer College, enquanto ela foi para o mercado de trabalho. “Enquanto ele estava na faculdade nós qualificamos a Marina para o Express Entry”, falou Celina.

Ao contrário de Alberto, que teria uma maior pontuação como solteiro, Marina pontuaria mais como casada. “O fato de eu poder trabalhar enquanto o João estudava nos ajudou a somar pontos no Express Entry”.

3) Minha profissão é regulamentada. Posso entrar no Express Entry?

Sim. “Não existe uma lista. Não importa se você é formado em Direito, Medicina, Engenharia ou Arquitetura, por exemplo. A imigração hoje não quer saber se você vai exercer sua profissão ou não depois da residência permanente. Atualmente eles querem saber sua escolaridade e se a sua experiência de trabalho é considerada High Skill”, destacou Celina.

4) Não tenho experiência de trabalho. Isso irá comprometer muito o meu processo?

Sim, mas há alternativas. “Vai comprometer porque o Federal Skilled Worker exige que você tenha pelo menos um ano de experiência de trabalho. Porém temos muitos clientes que chegam novos ao Canadá para fazer faculdade e trabalhar no PGWP. Nestes casos, eu os enquadraria no Canadian Experience Class, ou dependendo da província que eles estiverem, existem outros programas que não pedem experiência de trabalho fora do Canadá”, explicou Celina Hui.

5) O residente permanente paga um valor menor em programas de estudo?

Sim. “Se o Alberto, que já é residente permanente, quiser fazer uma faculdade no Canadá, por exemplo, ele vai pagar bem mais barato por esse curso – cerca de ⅓ do valor pago por alunos internacionais. Além disso, ele terá acesso a diversos cursos que o aluno internacional não tem. Se você vier para o Canadá e no meio do seu curso conseguir imigrar, você vai pagar bem mais barato nos termos que ainda faltarem para a conclusão deste curso”, falou Francisco.

6) Minha faculdade realizada no Brasil contará pontos no Express Entry?

Sim. “A faculdade no Brasil é a base da pontuação. De acordo com Celina, o perfil ideal para o Express Entry é:

  • Jovem – até 30 anos você pontua o máximo com relação à idade.
  • Alta escolaridade – Uma graduação de no mínimo três anos com uma pós-graduação de pelo menos um ano e 360 horas.
  • Alta proficiência no Inglês – “Existe uma diferença muito grande entre quem tem um CLB 9 – que é 8 no listening e 7 nas outras habilidades – para quem tem um CLB 7 – que seria nota 6 por cada habilidade”, explicou Celina.
  • Só é preciso tomar cuidado na hora que você for tentar se encaixar nos programas das província, pois a grande maioria delas exige que você tenha pelo menos um bacharelado de quatro anos ou mais”, falou Celina.
  • Experiência de trabalho – 3 anos ou mais. “Quem tem 3 anos ou trinta anos de experiência pontua da mesma forma”.

7) O que preciso fazer para montar o meu perfil no Express Entry?

  • De acordo com Celina, existem alguns passos a serem seguidos. São eles:
  • Enquadrar-se dentro de um dos três programas citados na questão 1;
    Se a pessoa for aplicar pelo Federal Skilled Worker, ela precisará apresentar:
    – Prova de proficiência no idioma (Inglês ou Francês)
    – Equivalência dos diplomas
    – Um ano de experiência full-time no NOC 0, A ou B
    – Comprovação financeira para quem não tem o LMIA ou não completou 12 meses de trabalho no Canadá.

8) Devemos fazer o IELTS antes da aplicação para imigrar ou para estudar?

  • Imigração: Sim. É preciso ter o IELTS em mãos antes de aplicar.
  • Estudo: Não necessariamente. Existem outras opções para quem ainda não tem um inglês pronto para o IELTS. Entre em contato com a 3RA.

9) Já tenho um inglês bom. Seria interessante estudar francês também?

Sim. “Se você consegue atingir o CLB 9 no inglês, seria interessante chegar aos 50% de francês. Isso vai lhe ajudar a pontuar. Inclusive na Província de Ontario existe uma janela de possibilidades para quem tem um francês CLB 7”, comentou Celina.

10) Há alguma diferença de pontuação no Express Entry entre união estável ou casamento?

“Não há diferença. Porém é importante lembrar que a certidão de união estável no Brasil não é válida no Canadá. O que existe aqui é um formulário que você precisa anexar provas de que vocês moram juntos por pelo menos 12 meses consecutivos. São 12 contas indo para o mesmo endereço para provar isso”, explicou Celina.

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