área financeira no Canadá

Depoimento: “Como recomecei minha carreira na área financeira no Canadá”

Recomeçar. Essa é a palavra mais presente no dia a dia dos brasileiros que embarcam para o Canadá. Em um primeiro momento, as dúvidas são muitas, principalmente no que se refere ao mercado de trabalho. Por isso, nós decidimos convidar o nosso cliente Fábio Bueno, que passou por todo este processo de começar do zero na área financeira no Canadá, mesmo após trabalhar por anos em grandes empresas no Brasil. 

Fábio é formado em Administração de empresas e pós-graduado na área de finanças no Brasil. “Fiz a minha carreira por lá, trabalhando em grandes empresas nas áreas de relações com investidores, FP&A (financial planning and analysis), M&A (Mergers and Acquisitions) e tesouraria. No entanto, em determinado momento, eu precisava mudar. Foi aí que eu decidi vir para Vancouver com a minha família”, contou.

De acordo com ele, como todo brasileiro que chega ao país, ele também queria trabalhar em sua área de atuação. “Fiz um curso de meu interesse pessoal (Personal Financial Planning), nada relacionado à minha experiência profissional anterior. Apesar de não querer exercer essa atividade aqui, logo após a conclusão do meu curso fiz uma prova e passei, obtendo a certificação necessária para atuar nesta profissão. Só para se ter uma ideia, no mesmo mês tive uma oferta de trabalho de um dos grandes bancos canadenses para uma posição de financial advisor, que optei por rejeitar”, relembrou.

Também após o término do curso e já com visto para trabalhar full-time, Fábio recebeu outra oferta de emprego na área para um contrato de três meses. “Ao término deste período, a empresa me ofereceu uma vaga permanente. Por isso, fica aí a minha primeira dica: não tenha medo das vagas temporárias. Veja sempre como uma oportunidade!”

Estratégias para conseguir o emprego

Segundo Fábio, uma das estratégias utilizadas por ele foi fazer várias versões de currículos, ressaltando cada uma das áreas em que ele havia trabalhado previamente. “Por exemplo, eu fiz um currículo mais focado em FP&A, outro mais focado em M&A, etc. Também fiz versões diferentes baseadas em senioridade. Além disso, coloquei em minha agenda uma rotina diária de pesquisa de vagas online e envio de currículos, além de constantemente buscar contato com headhunters”, destacou.

Veja como adaptar o seu currículo aos padrões canadenses

Sobre os headhunters, Fábio percebeu que a forma de recrutamento é bem diferente. “No meu caso, por exemplo, eles só fizeram contato quando tinham uma posição em aberto. Tentei diversas vezes me aproximar para desenvolver networking, mas na maioria das vezes não deu certo. Foram poucos que aceitaram uma conversa apenas para criar relacionamento. Geralmente eles só me recebiam quando já existia uma posição”.

Área Financeira no Canadá

Para Fábio, Vancouver se assemelha ao Rio de Janeiro e Toronto a São Paulo. “Logo, a área de finanças é bem restrita em Vancouver quando comparada à Toronto”.

De acordo com ele, outro aspecto que ele percebeu foi que grande parte dos profissionais da área financeira no Canadá tem certificação em contabilidade. “Isso é uma diferença bem grande em relação ao mercado no Brasil, principalmente se você busca uma vaga mais sênior”, revelou.

Segundo Fábio, outra particularidade interessante é que o mercado de trabalho no Canadá tem uma vida “mais longa”. “Vejo muitos profissionais com bastante experiência ainda ativos e sendo responsáveis por grandes projetos”, disse.

Para os que estão começando a busca agora, Fábio Bueno tem uma dica:  “Eu vou continuar neste caminho e minhas perspectivas são desenvolver novas habilidades, como data analytics, e buscar outras certificações”, finalizou.

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Área de TI no Canadá: “Como eu consegui o meu primeiro emprego”

Todos os anos, muitos brasileiros da área tecnológica chegam ao Canadá em busca de novas oportunidades. Atraídos por informações de que a área de TI no Canadá está crescendo e que a demanda de profissionais é grande, eles chegam esperançosos e a procura de seu lugar ao sol no mercado canadense. 

E foi pensando nisso que nós decidimos entrevistar o nosso cliente Leandro Pimentel, de São Paulo. Morando no Canadá há pouco mais de um ano, ele atualmente trabalha como Software Technical Support em uma empresa especializada em desenvolvimento de softwares para parques e áreas de recreação de municípios canadenses. 

A busca pelo primeiro emprego na área de TI no Canadá

De acordo com Leandro, no início, a caminhada foi difícil. “Cheguei ao Canadá em Julho de 2016 e foi complicado acostumar com o processo seletivo daqui. Fui gerente de customer support no Brasil na Microsoft e, por isso, pensei que seria relativamente tranquilo. Me enganei”, contou.

Diferenças entre os processos de seleção no Brasil e no Canadá

Segundo ele, uma das principais diferenças que notou foi a duração dos processos seletivos. “No Canadá a seleção é bem mais lenta e com muitas etapas”, disse.

Outro ponto observado por ele foram os fatores considerados pelo empregador canadense na hora de escolher o melhor candidato. “Fiz várias entrevistas para cargos da área de TI. Neste processo, percebi que as empresas não se importam tanto com o cargo que você tinha em seus trabalhos anteriores. Eles avaliam muito mais como era o seu dia a dia e quais eram as suas funções”, falou.

A adaptação do currículo e o conhecimento de termos específicos utilizados pela área de TI no Canadá também fizeram a diferença na busca pelo emprego.  “Quando comecei a ser chamado para entrevistas, notei que muitas eram para vagas relacionadas a área de vendas e não de TI. Foi aí que me deram uma dica para mudar o título da vaga que estava procurando. No Brasil, parte das vagas da área de suporte tem título de customer service, mas aqui no Canadá é necessário ser bem mais específico na busca. Então comecei a procurar por vagas com o título technical support analyst e deu certo”, revelou Leandro.

O primeiro emprego na área de TI veio após três meses de Canadá. “Sempre estudei bastante sobre as empresas antes do processo seletivo. Eu procurava me adaptar aos tipos de perguntas que elas geralmente faziam. Mesmo assim, demorou para conseguir algo. Acho que o principal motivo foi o fato de eu não ter experiência na área no país”, revelou Leandro.

Carreira na área de TI no Canadá

O primeiro emprego de Leandro na área foi como Technical Support Analyst em uma empresa que desenvolve sistemas para bares e restaurantes dos Estados Unidos e do Canadá. “O salário era menor do que o que eu ganhava trabalhando em construção – que foi um trabalho temporário que tive – mas era a única maneira de eu entrar no mercado de TI aqui no Canadá. Foi um excelente período de aprendizado, usei o inglês quase 100% do meu dia e aprendi que o ritmo de trabalho aqui é mais tranquilo do que no Brasil”, destacou.

Após quatro meses, Leandro foi chamado para o emprego atual, na empresa que desenvolve softwares para parques e áreas de recreação. “Minhas responsabilidades vão desde testar o software para achar possíveis falhas, até entrar em contato com o cliente e garantir que está tudo funcionando perfeitamente”, explicou. “Hoje, sinto que estou no caminho certo. Me sinto feliz onde trabalho, tenho a oportunidade de crescer profissionalmente, fazer amigos de várias culturas diferentes e continuar aprendendo algo novo todo dia”.

Dicas para os recém-chegados ao Canadá

Para quem está embarcando ou acabou de chegar ao Canadá, Leandro tem uma dica: “Acho que a maior lição que você aprende quando vem para o Canadá é recomeçar.  É preciso ser humilde e não tirar o foco do seu objetivo, pois o mercado canadense é exigente. Talvez você tenha que trabalhar com algo totalmente novo no início. Outras vezes, você vai até duvidar de si mesmo. Porém, no final, a recompensa é grande: a qualidade de vida.”

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Depoimento: “Como consegui um emprego na área de recursos humanos no Canadá”

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Recursos humanos no Canadá

Depoimento: “Como consegui um emprego na área de Recursos Humanos no Canadá”

A área de recursos humanos no Canadá é muito popular entre os brasileiros que querem começar uma nova vida no país. Muitos deles já chegam com uma vasta experiência e formação, enquanto outros chegam prontos para começar do zero.

Independente de qual seja o seu caso, é sempre interessante ouvir a experiência de pessoas que já estão trabalhando na área. Por isso, nós convidamos a nossa cliente Roberta Uno para uma entrevista. Ela chegou ao país em agosto de 2016 como estudante e, menos de um ano depois, já estava empregada na área de recursos humanos.

“Embarquei para o Canadá com o auxílio da 3RA Intercâmbio e da Immi Canadá e vim fazer um curso na área de negócios com duração de 16 meses, sendo que, desse tempo, dez meses são de estudo em sala de aula e os outros seis meses são de prática”, contou.

Segundo Roberta, durante a parte teórica do curso, ela trabalhou part-time (20 horas semanais) em uma loja de maquiagem. “Foi ótimo para praticar o inglês e entender mais da cultura local. Porém, com a parte prática do curso se aproximando, comecei a participar de vários eventos de networking e trabalhei muito no meu currículo com a ajuda da faculdade adaptando-o para o ‘estilo canadense’”, revelou.

Roberta contava com uma experiência de dez anos de atuação na área de RH no Brasil mas, de acordo com ela, faltava a tão sonhada experiência canadense. “Tinha zero experiência no Canadá e isso conta muito por aqui. Notei que muitas das vagas de recursos humanos eram sequer divulgadas e uma indicação aqui valia mais do que os meus dez anos de experiência no Brasil”, enfatizou.

Por isso, ela decidiu pedir conselhos para profissionais de recursos humanos no Canadá e professores do curso.“Hoje trabalho como HR Generalist em uma empresa canadense. Comecei como part-time e depois de três meses virei full-time. Consegui essa oportunidade através de uma professora da minha universidade. Ela percebeu o meu interesse e me convidou para cobrir uma licença maternidade”, disse.

Roberta contou que apesar de ser inicialmente uma vaga temporária, ela viu a opção como uma ótima oportunidade para adquirir a primeira experiência no país e abrir as portas para outras vagas no futuro. “Estou adorando a empresa e o trabalho tem se mostrado bem mais fácil do que eu imaginava. Não costumo fazer hora extra, há bastante respeito entre as pessoas e meu chefe está me incentivando a continuar aperfeiçoando o meu inglês e a estudar para tirar a certificação do CPHR, que é a associação para profissionais de Recursos Humanos”, destacou.

Recursos humanos no Canadá – Dicas para iniciantes

Segundo Roberta, a trajetória não foi fácil, mas a recompensa está valendo a pena. Para quem está apenas começando e quer atuar não apenas na área de recursos humanos no Canadá, ela tem algumas dicas valiosas:

1) Faça networking


Ele é super valorizado no Canadá. Muitas vagas são fechadas através de indicações e não chegam a ser divulgadas. Buscar um conselho sobre sua profissão pode ser uma boa oportunidade. O CPHR, por exemplo, oferece uma sessão com vagas exclusivas para membros e também alguns eventos gratuitos.

2) Não tenha medo de contrato temporário

Eles são bastante comuns no país e podem ser uma ótima porta de entrada. Essa primeira experiência vai abrir as portas do mercado de trabalho para você e, muitas vezes, vem o convite para permanecer na empresa após este período.

3) Dedique tempo para trabalhar o seu currículo e carta de apresentação 

No Brasil costumamos ter um currículo com todas as nossas experiências em ordem cronológica e usamos ele para tudo. Aqui, o currículo e cover letter serão customizados para a vaga que você está aplicando. Você precisa dar ênfase para as suas experiências que mais tem a ver com a vaga e não precisa colocar tudo. Além disso, é sempre bom pedir para outra pessoa dar uma checada no inglês e eventuais detalhes que podemos deixar passar. A função do seu currículo é conseguir entrevistas e não contar a sua vida inteira.

4) Não se desvalorize ou tenha medo de tentar

Se tiver que começar de assistente ok, mas não deixe de tentar as vagas compatíveis com o seu real nível de experiência por medo ou porque falaram que tem que começar por baixo. O seu inglês pode não ser perfeito, mas os brasileiros têm se destacado por aqui por sua facilidade de relacionamento, vontade de trabalho e interesse.

5) Mostre interesse

As oportunidades surgem quando demonstramos interesse e os canadenses adoram.

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Depoimento: “Como consegui um emprego na minha área mesmo ainda sendo estudante no Canadá”

Conseguir um emprego em sua área de atuação é o sonho de qualquer brasileiro que chega ao Canadá. Afinal, nada melhor do que trabalhar com o que a gente gosta, não é mesmo?

Porém, muitas vezes, quando se é estudante, a limitação do visto de 20 horas semanais pode tornar a busca por esse trabalho um pouco mais complicada, já que as empresas costumam preferir pessoas com disponibilidade full-time e, por isso, nesta fase inicial, os estudantes costumam buscar mais por posições entry level.

No entanto, com muito esforço e dedicação, os caminhos vão se abrindo e nós da 3RA Intercâmbio temos excelentes exemplos que comprovam esse fato. Um deles é o Danilo Sales, de 22 anos, nosso cliente, que atualmente é agente de reservas e vendas da Harbour Air.

Danilo é de São Paulo e chegou em Vancouver em dezembro de 2015. “Vim pela primeira vez em dezembro de 2011 para estudar inglês. Passei dois meses aqui e foi uma experiência incrível, me identifiquei muito com a cidade. Na época eu tinha 17 anos, então tive que voltar ao Brasil. Comecei a faculdade, mas sempre tive em minha cabeça que iria voltar”, disse.

Formadovancouver-2 em Aviação Civil, antes de embarcar para o Canadá ele trabalhava como analista de rentabilidade e vendas na Avianca Brasil. Atualmente, Danilo estuda Business Management na Douglas College.

“O curso de aviação civil é muito específico, então queria um curso que poderia complementar a graduação que já tenho no Brasil e que poderia abrir mais as portas para mim aqui em Vancouver. Fui na 3RA de São Paulo e conversei com a Hebe, que me apresentou algumas opções. Escolhi a Douglas, e não me arrependo da escolha”, contou.

Antes de conseguir o emprego na Harbour Air – uma empresa de hidroaviões de Vancouver – Danilo teve alguns outros empregos na cidade. “Meu primeiro trabalho foi no BC Place, o estádio onde acontecem os jogos do Whitecaps e do BC Lions. Comecei a trabalhar lá em março de 2016, mas era um trabalho casual, só trabalhava quando tinha jogo, ou seja, em torno de quatro vezes por mês, já que a temporada do BC Lions ainda não tinha começado. Trabalhei como caixa nos stands de alimentação”, falou.

Durante o primeiro semestre na Douglas, Danilo optou por ficar apenas neste emprego, já que ainda estava se adaptando ao College que, de acordo com ele, é bem puxado. “Quando entrei no summer break, na metade de abril de 2016, queria encontrar um trabalho full-time e a primeira oportunidade que apareceu foi em um warehouse, mas logo em seguida, também fui contratado por um fast-food mexicano. Porém, fiquei muito pouco tempo lá, já que recebi a proposta da Habour Air, onde trabalho atualmente”, relembrou.

Segundo Danilo, a Habour Air faz voos regulares para algumas cidades de British Columbia e também voos panorâmicos em Victoria, Vancouver e Whistler. “Me inscrevi para a vaga pelo próprio site da empresa no início de fevereiro de 2016 e não tinha recebido nenhum contato deles, até que na metade de abril do mesmo ano recebi um e-mail da gerente da área de reservas informado que eles tinham aberto novas vagas para o Verão e perguntando se eu tinha interesse de participar do processo seletivo. Respondi o e-mail logo em seguida e marcamos uma entrevista”, disse.

De acordo com ele, a entrevista durou cerca de uma hora e no dia seguinte a gerente já enviou um e-mail agradecendo e pedindo por referências, incluindo alguma que já estivesse no Canadá. “Passei duas referências do Canadá e uma do Brasil, mas ela só entrou em contato com uma delas, e no Brasil. Fui contratado uma semana depois, exatamente no dia do meu aniversário, 26 de abril. Trabalhei full-time durante o verão e, quando as minhas aulas recomeçaram, passei a trabalhar somente as 20 horas semanais que o meu visto permite e passei de temporário para regular”, destacou.

Danilo aprendeu com a prática como conciliar o estudo e o trabalho. “O College é bem puxado, são muitos trabalhos e provas, mas como meus shifts no trabalho são regulares, isso me ajuda muito. Além disso, no meu primeiro semestre eu estava fazendo quatro matérias, depois disso aprendi e passei a pegar só três matérias, acho que foi uma ótima decisão para poder conciliar estudo e trabalho”, explicou.

Workshops da 3RA Intercâmbio

Antes de conseguir o emprego, Danilo participou de dois workshops da 3RA Intercâmbio sobre emprego. “Os wvancouver-3orkshops da 3RA esclareceram muitas coisas sobre o mercado daqui e também sobre como fazer um currículo e uma cover letter no modelo canadense, que era o que eu tinha mais dificuldade. A Brenda – que é a palestrante – é uma pessoa incrível e após um dos workshops que participei, enviei meu currículo para que ela avaliasse e ela respondeu prontamente com um feedback sobre as alterações que eu deveria fazer”, contou.

Dicas

Para quem está buscando emprego na área, a dica de Danilo é persistir. “Você não pode se acomodar. Tem que correr atrás e não se limitar apenas a uma ferramenta de busca. Tem que entrar nos sites das empresas e se cadastrar, usar o Linkedin, Monster.ca, Indeed, além de comparecer nas feiras de recrutamento que sempre aparecem pela grande Vancouver. Eu fui em todas que apareceram. Nessas feiras, você vai ter contato direto com o empregador e vai poder entregar o seu currículo diretamente para ele”, aconselhou.

Já para quem é recém-chegado e precisa conciliar estudo e trabalho, Danilo tem outra dica. “Eu recomendaria focar primeiramente no estudo e na adaptação da nova rotina e depois se preocupar com o trabalho. Foi isso que eu fiz. Tenho certeza que esse primeiro semestre de adaptação foi essencial para mim”, revelou.

Para completar, Danilo conta que o segredo é nunca desistir. “Passamos por muitas dificuldades no início dessa nova vida, mas tenho certeza que tudo vai valer a pena”, finalizou.

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Depoimento: O primeiro emprego no Canadá – Desafios e futuro

Todos os anos, milhares de brasileiros deixam para trás suas carreiras e chegam ao Canadá em busca de novas oportunidades e qualidade de vida. De olho no futuro, enquanto estudam e aprimoram o inglês para conseguir uma colocação na área que desejam, eles partem para os empregos “entry level”, como aqui são conhecidos os cargos nas áreas de comércio e construção, por exemplo. Ao contrário do que muita gente pensa, esses cargos não são exclusividade de estrangeiros: Existem milhares de canadenses que também trabalham nessas vagas. No Canadá não existe este tipo de preconceito e trabalho é trabalho. Todo mundo consegue viver bem trabalhando com o que escolheu. Por isso, antes de embarcar, é preciso deixar este pensamento de lado e, em seguida, se preparar para garantir o seu primeiro emprego em terras canadenses.

O administrador de empresas Henrique Matsuda Itoh deixou o Brasil há quase dois anos atrás. Ele viajou para Vancouver com a intenção de aprimorar o inglês, mas encontrou inúmeras novas possibilidades no país e agora estuda para trabalhar no futuro com ilustração, animação e modelagem 3D. “Eu sempre gostei muito de desenhar e meus amigos, familiares e professores sempre elogiavam meu trabalho. Quando cheguei ao Canadá descobri inúmeras empresas da área de cinema e inúmeras escolas. Vi uma oportunidade única de conseguir conhecimento e, quem sabe, uma chance de expor minha habilidade e garantir o emprego dos meus sonhos”, revelou.

henriqueEnquanto se prepara para a nova carreira, Henrique trabalha como lavador de pratos em um restaurante.  “Eu era caixa de banco no Brasil e apenas essa informação já mostra o quanto era estressante a minha vida profissional. Trabalhar como lavador de pratos nunca me incomodou, ainda mais porque no Brasil eu trabalhava em um emprego que não gostava. Agora estou focado no futuro, pois quero trabalhar com algo que me dê prazer. Nós passamos grande parte da vida trabalhando, então tem que ser com algo que a gente goste”, destacou.

Para conseguir o primeiro emprego em um restaurante, como todo recém-chegado ao país, Henrique precisou se preparar e contou com a ajuda de amigos. “Como não conhecia como era o sistema empregatício no Canadá fiquei muito perdido. Por sorte, um amigo me indicou para o trabalho. Aqui o mercado para empregos entry level é abundante, mas é preciso saber como procurar por essas vagas. Tudo depende muito do tipo de trabalho que você está procurando”, falou.

Segundo Henrique, o que sempre funcionou para ele na hora de buscar um emprego foi poder contar com sua rede de contatos e persistência. “As empresas aqui prezam muito por indicação. Por isso a minha dica é sempre fazer o máximo de contatos possível. Para quem acabou de chegar e ainda não conhece ninguém, é bom sempre ter cópias do currículo com você e ir andando pela cidade. Sempre tem alguma placa de ‘contratando’ em alguma loja. Também é legal procurar em sites como o Craigslist. Outro ponto importante é persistir. Se o empregador prometeu que vai ligar e não ligou, volte e pergunte sobre o emprego novamente”, sugeriu.

Por fim, Henrique destacou que antes de embarcar é preciso ter pé no chão. “Se você não é daqueles que já vem com um emprego garantido do Brasil para cá, não tenha a ilusão de que você vai conseguir um emprego na sua área rapidamente quando chegar aqui. É importante se preparar e estudar bastante. Antes de cair de cabeça nesta aventura, pesquise muito sobre sua área de atuação. Já para aqueles que assim como eu irão mudar de área, é bom ter em mente que a mudança não será apenas na carreira, mas também no estilo de vida. Aqui o clima é diferente, a cultura é diferente, a comida… mudança total”, finalizou.

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Entrevista: Quem contrata – Felipe Ramos, Rio Brazilian Steakhouse

A busca por um emprego no Canadá é algo que tira o sono de muitos brasileiros que querem recomeçar a vida no novo país. As dúvidas são muitas e vão das mais simples às mais complexas e, muitas vezes, quem chega ao país não tem a quem recorrer para obter informações que possam ajudá-lo neste processo. Pensando nisso, a 3RA Intercâmbio convidou um brasileiro que participa ativamente de contratações na empresa em que é dono: o Felipe Ramos, da Rio Brazilian Steakhouse. Ele dividiu conosco informações valiosas e que podem ajudar (e muito!) quem está a procura de um trabalho em terras canadenses.

Felipe chegou em Vancouver com a família em 2001 e, por isso, também já teve a maioria das dúvidas que todo brasileiro recém chegado a um novo país possui. “Nós nos tornamos canadenses há muito tempo atrás, mas a nossa vida começou como a de todo brasileiro que já está aqui ou está pensando em vir para cá. Na época, nós não entendíamos muito os costumes e o jeito canadense de se fazer business e ainda não existia o Facebook e outras ferramentas de pesquisa para facilitar a chegada. Então aprendemos mesmo com tentativas e erros”, relembrou.

Para quem não conhece, o Rio Steakhouse é uma churrascaria tradicional brasileira e foi inaugurada em 2012. Atualmente são dois restaurantes: um em Downtown Vancouver e outro em Coquitlam. Os dois juntos contam com mais de 50 funcionários. “Uma de nossas várias propostas é sempre tentar ajudar brasileiros com questão de trabalho, pois nós sabemos como pode ser difícil conseguir emprego quando você é recém chegado por aqui. Por isso, muitas vezes contratamos brasileiros sem experiência e fornecemos o treinamento”, contou.

De acordo com Felipe, o processo de contratação para os restaurantes depende muito da vaga. Em geral, são duas entrevistas: a primeira para conhecer e analisar todos os candidatos, na qual são avaliados critérios como personalidade, currículo e futuro com a empresa, e uma segunda para avaliar carga horária e treinamento. Após essas duas entrevistas, os candidatos selecionados passam por uma etapa de treinamento com um dos gerentes. “Para nós, o candidato precisa mostrar vontade de aprender e iniciativa. Esses são os pontos mais fortes que um candidato precisa ter para fazer parte da nossa família. Na entrevista, ele precisa ser firme nas respostas. Pessoas com vontade de mudar e aprender se destacam muito”, explicou.

Quanto ao domínio do idioma, por se tratar de uma empresa brasileira, em determinados cargos não é necessário ter inglês avançado. Mesmo assim, Felipe destaca que saber a língua canadense é um ponto muito importante.  “O Rio tem vários departamentos e ter o domínio da língua é sempre um ponto forte na contratação. Porém, dependendo da vaga que está em aberto, o idioma não chega a ser algo fundamental. Por exemplo, no departamento de limpeza e cozinha, é bom que o candidato tenha um inglês básico, mais do que isso não é tão necessário. Mas agora se a pessoa quer uma vaga de garçom, ela vai precisar ter um inglês avançado, pois o nosso público é muito diversificado. Já para as vagas de passador de carne é bom ter um nível intermediário e é uma ótima oportunidade para começar, já que nesta vaga o candidato vai ter certo contato com a clientela, mas não tanto quanto o cargo anterior. Então é uma boa chance para quem está começando e precisa praticar o idioma”, destacou.

Vivendo há mais de 15 anos em Vancouver, Felipe teve a oportunidade de observar e aprender muito sobre o funcionamento do mercado canadense. Por isso, ele compartilhou conosco algumas dicas valiosas e que podem lhe ajudar na missão da conquista do primeiro emprego emprego. “O candidato precisa se preparar. Em primeiro lugar, é muito bom conhecer o local para o qual você está aplicando. É bom sempre procurar informações online, passar na porta algumas vezes e, se possível, conversar com pessoas que trabalham no lugar. É muito importante também ser humilde. O primeiro emprego é sempre um pé na porta do mercado canadense, então não pense duas vezes se tiver que pegar um cargo ‘mais baixo’ do que aquele que você tinha em seu país. Uma vez que você já está dentro, é fácil subir. No Canadá, muitas empresas preferem promover seus funcionários dentro da própria empresa. O currículo também precisa estar de acordo com o modelo canadense. O design é bem diferente dos currículos brasileiros, então é preciso pesquisar na internet e ajustar o documento para o tipo de trabalho que você deseja. A aparência também conta. É legal estar apresentável, com barba feita (no caso dos homens) e roupas limpas. Além disso, sorrir é muito importante. Seja um candidato bem-humorado e faça o entrevistador sorrir também”, finalizou.

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empleo en mi área en Canadá

Depoimento: “Como eu conquistei um emprego na minha área de atuação no Canadá”

Um dos grandes desejos de quem se muda para o Canadá é conseguir trabalhar na sua área de formação e, consequentemente, garantir a tão famosa experiência canadense. Porém, se inserir profissionalmente em um mercado completamente novo e sem nenhuma referência pode ser um grande desafio. Pensando nisso, a 3RA Intercâmbio convidou o cliente Guilherme Batista Bastos, de 39 anos, a dividir conosco sua experiência. Ele é front-end developer e aterrissou em Vancouver com a família há cerca de um ano. Com muito esforço e dedicação, Guilherme, que chegou ao país com inglês básico, já garantiu a sua vaga em uma empresa canadense em sua área de atuação.

Formado em processamento de dados e pós-graduado em engenharia de software, Guilherme trabalhou em diversas empresas no Brasil e seu último cargo no país foi como desenvolvedor sênior em uma grande empresa de saúde suplementar. Foram mais de dez anos atuando como designer, web-designer, instrutor em escola de informática e web-developer. Porém, em busca de uma qualidade de vida, ele e a família resolveram deixar tudo para trás e realizar o sonho de se mudar para o Canadá.

Ao pisar em terras canadenses, assim como todo recém-chegado a um novo país, Guilherme precisou dar alguns passos para trás, ainda que tivesse muita experiência e conhecimentos adquiridos no Brasil. “Eu cheguei e fiquei dois meses estudando inglês, mas acabei tendo um problema com aluguel e perdi um bom dinheiro. Nisso me vi forçado a procurar um emprego mais rápido do que eu esperava. Depois de insistir na minha área e receber várias respostas negativas, resolvi tentar um trabalho em qualquer coisa para ajudar com as despesas de casa e acabei arrumando emprego em uma padaria que funcionava dentro de um mercado. Eu trabalhava lá de 24 a 32 horas semanais ganhando o salário mínimo, mas continuava aplicando para a minha área mas, desta vez, seguindo uma nova estratégia”, contou.

Diante das negativas, Guilherme percebeu que o mercado canadense é mais exigente e qualificado que o brasileiro e, por isso, mudou a forma de procurar por um trabalho. “Aqui o seu conhecimento deve estar bem enraizado e eu me senti raso perante o mercado de Vancouver. Isso me abalou um pouco no início, mas ao mesmo tempo também me motivou a buscar mais conhecimento e foco”, destacou. Ele começou a focar todas as suas energias em front-end development e se jogou nos livros. “Enxuguei meu currículo e o adaptei para o padrão canadense. Retirei muita informação que eu tinha no currículo mas que não tinha tanto domínio. E tão importante quanto essa adaptação, foi também adequar meu perfil no linkedin. Aqui no Canadá muitas empresas te encontram através desta rede social e cheguei a participar de entrevistas em que eu nem havia aplicado para a vaga. Além disso, estudava onde podia: no ônibus, no metrô e estava sempre procurando por vagas de nível júnior e intermediário”, relembrou.

Após dois meses trabalhando na padaria e ao mesmo tempo buscando novas oportunidades, uma startup para a qual ele havia aplicado através do site Craigslist o convidou para a seleção. “Eles me deram um teste para resolver em 48 horas e eu o fiz. Também participei de uma entrevista por skype com o dono da empresa e eles me unnamedchamaram para trabalhar como front-end developer junior. Para mim tem sido ótimo principalmente por conta da experiência canadense que tanto se pede aqui, pela tecnologia que estou utilizando e aprendendo e pelo ambiente”, comentou.

Depois de toda a sua trajetória, Guilherme separou algumas dicas para quem está começando a procurar um emprego na área. A primeira delas, sem dúvidas, é estudar e muito o inglês. “Eu achava o meu inglês intermediário, mas quando cheguei aqui percebi que era básico. O idioma ainda tem sido uma enorme barreira para mim, mas é essencial para arrumar o emprego e também para se manter nele. Atualmente, mesmo sem participar de aulas formais, tenho estudado em casa usando recursos da internet como vídeos no youtube e sites de exercícios”, falou.

Ainda de acordo com ele, é necessário se manter sempre atualizado. “Percebi que na entrevista, por exemplo, não adianta tentar se justificar falando  que você ficou muito tempo fora do mercado e que não sabe a resposta. Esteja sempre preparado”, enfatizou. E o mais importante de tudo: nunca desanimar. “Jamais deixe de aplicar para as vagas. Existem diversos sites de emprego no Canadá e com a insistência você vai adquirindo experiência e a contratação acaba acontecendo. Eu recebi muitos ‘nãos’ até receber o meu primeiro sim. Às vezes temos que dar um passo para trás para andarmos dois para frente. Se você é sênior e conseguiu uma vaga para trabalhar como júnior, agarre a oportunidade, faça o melhor possível para se destacar e também continue aplicando para vagas melhores”, finalizou.

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Depoimento: “Como iniciei meu próprio negócio no Canadá”

Abrir uma empresa é algo desafiador. Algumas pessoas têm medo de investir na montagem de um negócio e perder economias que, muitas vezes, levaram anos para serem conquistadas. Agora imagine começar o seu próprio business em um outro país. Os desafios se multiplicam e parecem se tornar ainda muito maiores. Por isso, pensando em ajudar os brasileiros que querem ir para o Canadá e construir um negócio de sucesso no futuro, a 3RA Intercâmbio convidou o empresário Vinícius Caldana, proprietário do Brisa Spa e Studio, em Vancouver, para participar da Semana do Trabalho.

Vinícius imigrou para o Canadá em 2004 e há cerca de três anos está a frente de seu próprio negócio. Atualmente, o Brisa Spa emprega cinco funcionárias, todas brasileiras. A proposta é  oferecer ao público serviços de estética e beleza. “Nós abrimos por quase 12 horas aos finais de semana e 12717665_10156500839635494_4280109397141937294_noferecemos serviços diferenciados, que vão desde manicure, podologia e depilação, até tratamentos estéticos, corporais e faciais como peelings de diamante e cristais”, contou.

De acordo com Vinícius, o fato de já ser um residente permanente no país facilitou muito o processo de compra da empresa, que antes pertencia a uma outra família de brasileiros.  Porém, ele ressalta que a abertura do próprio negócio não é exclusividade de cidadãos canadenses e residentes permanentes. “Sendo residente, a parte de gestão, crédito e administração se torna muito mais simples, pois você pode contar com o apoio de bancos, linha de crédito e outros benefícios dados pelo governo. Porém, até um turista pode abrir uma empresa aqui. A gestão e a operação é que se tornam um pouco mais complexas”, explicou.

Ainda segundo ele, cada negócio precisa de um tipo de licença e apesar de os processos serem um pouco burocráticos, tudo funciona muito bem. “No nosso caso, temos um controle muito rígido com o departamento de saúde de Vancouver. A licença em si não demora a sair quando tudo está adequado. Mas todo o processo levou cerca de quatro meses. Para quem tem interesse em abrir um negócio no Canadá,a primeira coisa a se fazer é ir até a prefeitura da cidade para se informar e descobrir o que é preciso, quanto custa e as etapas exigidas para cada tipo de empresa”, destacou.

Para os recém-chegados ao país que estão buscando emprego ou que pensam em abrir o seu próprio negócio, Vinícius tem uma dica: nunca desanimar. De acordo com ele, a vida de imigrante não é fácil, principalmente nos dois primeiros anos, mas a tendência é melhorar no futuro, já que brasileiros são pessoas de grande destaque no exterior por sua polivalência.  “Muita gente acha que pelo fato de você deixar o Brasil e vir para o Canadá você estará em um melhor patamar. Eu digo que você dá um passo para trás, para poder dar dois para frente… Nesse começo, chegar e trabalhar na sua área, é quase que ganhar na loteria. Portanto, costumo dizer à quem chegou para não desistir. No começo precisamos fazer alguns sacrifícios, mas no final vale a pena. O importante é trabalhar, conseguir algum emprego para que se melhore o inglês e aprenda a cultura local. Aos poucos as coisas vão se acertando e as portas se abrindo. Humildade, força de vontade e perseverança. É preciso buscar espaço e, às vezes, é necessário começar de baixo mesmo”, finalizou.

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Quem contrata: Danilo Oliveira – 3RA Intercâmbio

“Cada pessoa tem uma história, uma formação e sua experiência profissional. Alguns possuem fluência no idioma e/ou grande experiência em sua área, mas isso não garante que você vai chegar ao Canadá trabalhando na mesma posição ou nível que trabalhava no Brasil”.  A frase é do gerente de recursos humanos da 3RA Intercâmbio, Danilo Prestes Oliveira. Ele, que chegou a Vancouver no ano passado, conta com mais de 15 anos de experiência na área no Brasil, onde atuou na Nestlé lidando com vários países da América Latina.

Segundo Danilo, ao chegar no Canadá, é preciso controlar a expectativa, principalmente se as experiências anteriores não forem significativas ou se o nível de fluência no idioma local não for dos melhores. “Nesses casos você poderá ter alguma dificuldade para encontrar uma posição img_78952-1-1030x551equivalente a sua no Brasil. Isso não quer dizer que você não vá arrumar emprego, mas sim que você passará por um período de reconstrução de carreira, momento em que vai mostrar ao mercado canadense suas habilidades e resultados”, destacou.

Ainda de acordo com Danilo, assim como no Brasil, no Canadá não existe fórmula mágica para se destacar dos demais candidatos. Porém, algumas atitudes podem fazer toda a diferença. Na hora de selecionar novos colaboradores para a 3RA Intercâmbio, por exemplo, ele analisa várias questões, dentre elas a coerência entre as informações enviadas no currículo e aquelas apresentadas durante a entrevista. “Todos os candidatos têm pontos fortes. O interessante é sempre demonstrar uma atitude positiva, iniciativa, facilidade de comunicação, ser honesto, íntegro, saber trabalhar em equipe e apresentar o que tem de melhor”, falou.

O processo de seleção da 3RA Intercâmbio não é muito diferente do das outras empresas canadenses. Segundo Danilo, a agência, que está em constante crescimento, sempre precisa buscar profissionais no mercado. “Quando isso acontece, nós podemos resumir nosso procedimento em algumas etapas: Divulgação da vaga, triagem de currículos, entrevistas e testes”. Dentre estes testes, por exemplo, estão as provas de inglês. “Muitos funcionários da nossa equipe possuem contato direto com universidades, colleges, escolas de inglês e empresas de homestay. Aliás, este é o nosso grande diferencial, já que não trabalhamos com informação pronta ou de internet, nossa equipe é totalmente integrada com as instituições canadenses. Por esse motivo, para trabalhar na 3RA é muito importante que a pessoa tenha um nível avançado no idioma”, revelou.

Para o gerente de RH da 3RA Intercâmbio, apesar de contar com algumas semelhanças, a seleção canadense conta com importantes diferenças e os brasileiros que chegam ao novo país precisam estar atentos. “Aqui no Canadá o processo tem um formato diferente para a primeira seleção de candidatos. Para o mercado canadense, é muito importante que o candidato tenha uma boa cover letter, pois ela será sua porta de entrada e seu acesso ao entrevistador. O formato do currículo também é algo a ser observado cuidadosamente, já que um pequeno detalhe pode intensificar ou não o interesse do entrevistador em continuar lendo a informação do candidato”, concluiu.

Outro ponto destacado por Danilo é a importância da entrevista de emprego, tanto no Canadá quanto no Brasil. “A entrevista é o momento que temos para conhecer o candidato, saber de suas experiências profissionais e pessoais. É um momento para entender o passado e vislumbrar a aplicabilidade de determinadas características no futuro”, finalizou.

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