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Depoimentos: “Como o pathway foi essencial para estudar em um college no Canadá”

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Preparação é a palavra chave para o sucesso, seja ele pessoal, profissional ou ainda acadêmico. Pensando nisso, nós convidamos dois clientes da 3RA Intercâmbio a compartilharem suas respectivas experiências como estudantes no Canadá para que você seja bem-sucedido também em sua trajetória no país norte americano.  Ambos, antes de iniciarem seus estudos em colleges no país, foram estudantes do programa de inglês pathway. Embora cada qual tenha tido uma vivência e percepção diferente do programa, concordam que este foi um significativo aliado para a vida acadêmica no país.

Esperamos que aproveite a leitura. E não se esqueça! Caso precise de mais informações sobre qualquer programa de estudos no Canadá, a 3RA está aqui para te ajudar! 😉

Voltando aos estudos e recomeçando no Canadá

Ana Paula Pathway

Ana Paula na formatura da pós graduação em Business

Ana Paula Rocha Couto, de 45 anos, largou tudo no Brasil para recomeçar sua vida com a sua família em um lugar que só conhecia por fotos. Nos mudamos na cara e na coragem, sem nunca antes termos pisado no Canadá. No primeiro momento, foi paixão à primeira vista, mas confesso que ao longo destes dois anos que estamos aqui, já atravessamos vários momentos de dúvidas”, diz. 

Apesar das preocupações, ela tinha certeza de seus objetivos. “Eu sempre quis morar fora do Brasil por um período, e também queria muito voltar a estudar. Em 2016, tivemos a oportunidade perfeita, quando perdi meu emprego na área de Marketing”, comenta Ana.

Depois de muita pesquisa, o Canadá pareceu a escolha certa. Principalmente pela área de trabalho de Lucas, seu esposo. Ele é de Tecnologia da Informação (T.I.), área que é de alta demanda no país.

Já Adilson do Nascimento Anisio, 51 anos de idade e mais de 30 dedicados ao mercado financeiro, decidiu implementar uma nova estratégia de vida, e encarar um grande desafio em novos ares. Eu tinha um projeto de aprimorar o meu inglês, que, na época, era intermediário, e fazer uma pós graduação no exterior. Ou seja, ter uma experiência internacional completa. Eu já havia visitado o Canadá duas vezes, e imaginava que o país era o lugar ideal para alcançar essa minha meta, comenta.

Tanto Ana Paula quanto Adilson, junto de suas famílias, vieram da cidade do Rio de Janeiro matriculados em um programa de Pathway. Para quem não sabe, este programa é um curso de inglês preparatório para universidades, faculdades e até cursos técnicos do Canadá, já que o sistema de ensino no país é bem diferente do que nós, brasileiros, estamos acostumados.

A escolha pelo programa foi feita ainda no Brasil, com ajuda da equipe 3RA Intercâmbio do Rio de Janeiro. “Escolhi o Pathway pois precisava aperfeiçoar o meu inglês e chegar ao nível necessário para começar a pós-graduação”, comenta Ana. E Adilson, complementa: “Entendi que este curso poderia me  preparar melhor para o desafio que seria começar uma pós graduação no exterior”.

A temida comprovação de proficiência na língua inglesa

A maioria dos colleges no Canadá exige que se comprove, no momento da matrícula, um mínimo de proficiência na língua. Esse nível pode variar de acordo com a instituição e com o programa de estudos. A informação de nível de inglês exigido é encontrada junto aos requerimentos de cada programa, no próprio website da instituição. 

A comprovação da fluência no idioma pode ser feita ainda no Brasil através dos exames internacionais TOEFL (Test of English as a Foreign Language), IELTS (International English Language Testing System) ou outro do tipo, desde que aceito pela instituição.

No caso do IELTS, é importante ressaltar que para ingressar em um curso pós-secundário, a versão da prova deve ser a Academic. A versão General é utilizada apenas para fins de imigração. Existem diferenças bem importantes entre uma versão e a outra, e, por isso, é essencial o conhecimento do exame antes de realizá-lo.  

Por não ter atingido no IELTS Academic a nota necessária para ingressar direto no programa de estudos de seu interesse – o North American Business Management Applied Post Baccalaureate Diploma (NABU Applied) da Capilano University’s School of Business -, Ana optou por realizar o programa de Pathway. “Na minha percepção, valia muito mais a pena vir fazer o curso aqui no Canadá do que continuar tentando conquistar a nota exigida no Brasil. E hoje eu considero que o Pathway me preparou muito melhor para o que viria do que se eu tivesse estudado inglês por meses no Brasil”, comenta.

Tempo de estudo e prova de nivelamento do Pathway

Ana revela sobre os momentos que antecederam o início das aulas: “Antes de iniciar o programa, meu maior medo era a prova de nivelamento que eu iria fazer assim que chegasse em Vancouver”. Este é um receio bastante comum de quem chega no Canadá com o intuito de realizar qualquer tipo de programa de estudos do idioma – inglês geral, inglês para Negócios, ou Pathway.

Mesmo que o estudante realize uma prova no Brasil para saber em que nível se encontra, esta é apenas uma estimativa. A conclusão final de seu atual nível de proficiência será realizada na chegada ao país. E, caso nesta prova de nivelamento perceba-se a necessidade de estudar por mais tempo do que o estimado enquanto no Brasil, isso implicará em um investimento maior do que o previsto.

Trabalhe no Canadá estudando inglês – verdade ou mentira?

Muitas pessoas ainda têm dúvida se é possível trabalhar no Canadá estudando inglês, principalmente pelas propagandas enganosas e falsas promessas que vemos por aí. E quando se fala em um programa de Pathway, que é um caminho para se chegar a um college, cria-se uma certa confusão. Isso porque, durante um programa de college no Canadá, o estudante pode trabalhar meio período, enquanto o seu cônjuge poderá trabalhar por período integral. Mas não se engane: a frase do título é 100% mentira.

Nenhum curso de idioma dá permissão de trabalho para estudantes, não importa se é um Pathway ou inglês geral. A mesma regra se aplica para o cônjuge acompanhando o estudante. Ambos só poderão trabalhar a partir do primeiro dia de aula do estudante no College ou University. Aí sim, o estudante poderá trabalhar até 20 horas por semana durante o período de aulas e até 40 horas no período de férias, enquanto seu cônjuge terá um visto aberto de trabalho (sem limite de horas).

Esse fato deve ser levado em consideração no momento do seu planejamento financeiro para o Canadá. Conforme comentado acima, dependendo do resultado de seu teste de nivelamento, pode ser que você precise de mais tempo estudando inglês, ou seja: mais tempo sem poder trabalhar.

No caso de Ana Paula, essa preocupação não foi das maiores. Assim que chegou à instituição, ela teve a notícia de que precisaria de apenas um mês de Pathway. Logo, após este único mês, ela poderia então seguir com seus planos, e iniciar suas aulas de Business na Capilano. E, daí sim, trabalhar no Canadá

Dinâmica das aulas de Pathway e principais dificuldades

Adilson Pathway

Adilson e a esposa Cristina no Canadá

Para a Ana ingressar no college, ela teve que atingir os requisitos do programa de Pathway, além das notas estipuladas pelo curso e instituição. Quando questionada sobre como era o programa de Pathway, Ana conta que tinha aproximadamente cinco horas de aula por dia. Neste período, ela desenvolvia habilidades de Speaking, Listening, Reading e Writing.

Inclusive, segundo Ana Paula, esta última modalidade, Writing, era bastante reforçada. Ela brinca: “Foi como um ‘esquenta’ para o que me aguardava na Capilano!”, referindo-se à quantidade de assignments (tarefas) pedidos durante o programa, principalmente escritos – as chamadas Essays (redações).

Outra coisa que é trabalhada nas aulas do Pathway é o tal do critical thinking. Essa expressão refere-se ao desenvolvimento de se pensar criticamente a respeito de algo. Durante as classes, também é ensinado aos alunos a exporem essas ideias e pensamentos. Essas são habilidades primordiais para a vida acadêmica. 

De acordo com Ana e Adilson, as aulas de Pathway também exigiram bastante dos alunos. A turma era composta por estudantes de todos os lugares do mundo, e de diferentes idades e experiências de vida. Na turma de Adilson, por exemplo, tinham 16 alunos, com idades entre 18 e 50 anos.

Uma coisa que eu achei bem interessante é que, periodicamente, íamos juntos com o nosso professor à biblioteca pública de Vancouver. Lá, fazíamos todas as pesquisas necessárias para produzirmos as redações com competência. O professor tinha também o hábito de dar um feedback para cada aluno. Assim conseguíamos saber quais foram nossos avanços e quais os pontos a serem aprimorados. Isso foi muito bacana para a nossa evolução”, explica Adilson.

Sistema de avaliação

Sobre o sistema de avaliação do programa de Pathway, Adilson conta um pouquinho como era: “As avaliações eram compostas por quizzes com vocabulário acadêmico, redações, apresentações em grupo e individuais. A participação em aula também contava pontos. Além disso, uma parte da nota era composta por um teste do IELTS.”

Ainda sobre a avaliação, Ana diz “De início, senti uma dificuldade no formato de provas e trabalhos deste programa, o que descobriria depois que são muito parecidos com os que eu tive já na Capilano. Realmente é um formato de ensino bem diferente do Brasil. São muitos trabalhos por semana, todo dia tínhamos material para entregar, por mais simples que fossem”.

Nível de inglês para iniciar as aulas do Pathway

Para Adilson, o nível intermediário já é suficiente para conseguir acompanhar as aulas. Ana concorda e acrescenta: Acho que é crucial ter um certo nível de inglês para se dar bem no pathway. Admito que eu poderia ter estudado mais inglês no Brasil. Assim eu não precisaria de uma nota tão alta na transição do pathway para o college. Mas se eu não tivesse uma base de alguns anos de estudo no Brasil, acredito que teria mais dificuldade. Meu conselho é: estude inglês.”

Agora sobre a principal dificuldade enfrentada no programa, Adilson cita “Percebo que a grande dificuldade para os estudantes é fazer as apresentações. O que é completamente compreensível. Só com a prática – e com o tempo -, é que vem a fluência. De um modo geral, todos da sala conseguiram atingir um nível satisfatório neste quesito. Mas o que você puder fazer para essa adaptação e desenvoltura com o idioma ser mais rápida e leve, faça. Vai valer a pena”.

A todo momento, os alunos eram estimulados a participar em sala de aula, mas suas personalidades eram sempre respeitadas. “Tive um professor ótimo, atencioso. Constantemente demonstrando interesse e esforço em ensinar. O curso foi muito mais difícil que eu imaginava. Precisei me dedicar bastante para alcançar as notas. Mas a passagem para o college foi super tranquila, pois tive no Pathway todo o apoio e força necessária para me superar”, completa Ana Paula.

Os benefícios do programa de Pathway  

Quando indagada sobre o maior benefício de ter realizado esse programa, Ana expressa: “Na minha opinião, a grande vantagem do Pathway foi que o programa me preparou para tudo o que eu iria enfrentar no curso de pós-graduação na Capilano, seja referente ao nível de cobrança pelos instrutores, o modelo de trabalhos e das apresentações – sejam individuais ou em grupo -, a quantidade de assignments (tarefas) solicitadas, além de também abordarem questões bem específicas e que são levadas super a sério por todo o corpo acadêmico da instituição, tal como o cheating (colar) e o plagiarism (plágio)”. E agrega: “Além desta preparação para o nível da universidade, penso que o programa me trouxe outra interessante vantagem: a parte social. Na sala de aula, fiz bons amigos que até hoje mantenho contato. Eles fizeram essa experiência muito mais divertida”.

Adilson lembra ainda outra vantagem do Pathway. Alguns colleges dispensam a prova de comprovação de fluência no idioma para os alunos destes cursos. Isso, claro, se o aluno concluir com sucesso o Pathway. O que foi o caso dele. Devido a sua excelente performance, Adilson já está matriculado em um programa de Pós-graduação em Marketing no Douglas College. Ele não precisou realizar prova de proficiência como IELTS ou TOEFL. 

Ele, que iniciará seus estudos em breve, diz “Com certeza o Pathway foi incrivelmente válido, pois aumentou muito a minha segurança para fazer um curso aqui no Canadá. Agora que já passei por esta experiência, o considero essencial para quem nunca estudou em uma instituição no exterior. E se essa é a situação em que você se encontra, digo: não fique inseguro. O curso é planejado para lidar com o aluno internacional. Se você fizer a sua parte e se dedicar ao programa, com certeza estará mais tranquilo para continuar com seus estudos”.

Ana diz que recomenda o programa para todos aqueles que precisam alcançar a fluência exigida no idioma. Ela diz que o pathway também é excelente para quem deseja se preparar melhor para o college. “Fez toda a diferença. Se você está pensando em fazer o pathway, pesquise bastante sobre o que é exigido pelo college pretendido. Ouvir a opinião e a experiência de quem passou pela mesma situação também ajuda muito. E, se for possível, procure apoio profissional para te ajudar nesta missão. É essencial alinhar suas expectativas em relação ao tempo necessário para alcançar o nível de inglês para não se frustrar. E, claro, se dedicar. Sem dedicação, não se chega a lugar algum”.

Vida após os estudos e perspectivas para o futuro

Agora Adilson irá aproveitar com sua família o resto do verão canadense. No entanto, já está ansioso para iniciar seu programa no Douglas College em Setembro. Aluno comprometido, mostrou tamanho interesse e esforço em sala de aula que até acabou ganhando a amizade dos professores. E, com certeza, irá alçar altos voos também na próxima etapa de sua vida, como estudante de college.

Já Ana, completou seus estudos na Capilano University em 2018, graduando-se com honras. Uma vitória que compartilha orgulhosa com sua família. Ana Paula, hoje residente permanente no Canadá, sente que todos os desafios que enfrentou foram muito importantes para seu crescimento pessoal e profissional. E já está mirando seu próximo objetivo: conquistar uma nova posição no mercado de trabalho canadense. E finaliza “Estou feliz, e em constante adaptação”.