Trocar de curso no Canadá é uma decisão muito comum entre estudantes internacionais brasileiros mas que, caso não seja bem estruturada, pode ser arriscada. À primeira vista, mudar de programa parece algo simples: não gostei do curso, ficou caro, apareceu outro mais fácil, então eu troco.
O problema dessa linha de pensamento é que, quando falamos do sistema de imigração canadense, trocar de curso no Canadá nunca é uma decisão neutra. E ela deve ser muito bem pensada para que você não acabe jogando fora as suas chances de imigração ou mesmo manche o seu currículo.
Tenha em mente que cada mudança gera impacto direto no seu status legal, no seu direito ao PGWP (Post-Graduation Work Permit) e nas suas chances futuras de imigração. Felizmente, com o suporte certo e clareza nos seus objetivos esse processo pode ser mais simples.
O que muita gente descobre tarde demais é que o governo não analisa apenas se você está estudando, mas o que, onde e em qual nível você está estudando. Uma troca mal feita pode anular anos de investimento. Mas hoje nós vamos te dar dicas claras, então continue lendo!
Por que brasileiros optam por trocar de curso no Canadá?
Não é exagero dizer que a questão financeira figura como o motivo mais comum para as trocas de curso, afinal, o aperto de orçamento pode ser real, principalmente se você não tem um bom planejamento de gastos.
O estudante chega, o custo de vida pesa mais do que o esperado, o dólar sobe, o aluguel aumenta, e então surge a “solução”: um curso mais barato. O problema é que nem todo curso mais barato é elegível para vistos que podem ajudar na sua imigração. Já outra possibilidade é descobrir que, por falta de uma boa orientação real, você escolheu o curso errado.
Muitos estudantes entram em programas apenas porque eram os mais baratos, rápidos ou “garantidos” por agências, e só percebem depois que não se identificam ou que aquele curso não gera benefício migratório.
Um ponto de atenção para qualquer pessoa que deseja fazer a transição de curso é não ceder à pressão das agências. Infelizmente, ainda existe no mercado canadense a prática de direcionar estudantes para instituições que pagam comissões maiores, não necessariamente para as que oferecem melhor retorno para os objetivos do estudante. A troca acaba sendo estimulada não pelo seu futuro, mas pelo interesse comercial de terceiros.
E, por último, ainda pode acontecer o peso da desinformação, uma vez que muitos brasileiros acreditam que “qualquer college serve” e que depois “dá para resolver”. Essa mentalidade é um dos maiores causadores de perda de PGWP e recusas de visto.
Quando trocar de curso no Canadá pode valer a pena?
Apesar dos riscos, trocar de curso no Canadá pode ser uma boa decisão quando feita corretamente.
A troca tende a ser vista de forma mais positiva quando há continuidade de área. Por exemplo: sair de um diploma em Business para um diploma em Marketing, ou de IT Support para Cybersecurity. O governo entende isso como progressão lógica, não como abandono de propósito.
Isso nos leva a um outro aspecto: a nova instituição e o novo curso precisam estar na lista de DLI e curso elegível ao PGWP. Nem todo college possui essa autorização, e estudar em um que não esteja na lista pode significar perder totalmente o direito ao PGWP.
O estudante precisa manter o status de full-time (tempo integral), com exceções específicas permitidas. Quedas de carga horária, intervalos mal planejados ou trimestres “quebrados” podem anular o direito ao PGWP.
Mas cuidado com os riscos!
Essa jornada não precisa ser assustadora, mas é importante estar de olho nos riscos e no que pode atrapalhar o seu planejamento. Por exemplo: Trocar de um programa de diploma para um certificado de menor nível, ou sair de um programa acadêmico para um curso vocacional, pode ser interpretado como regressão acadêmica, o que pesa negativamente em renovações de visto.
Claro, você também não deve fazer a troca para instituições e cursos que não sejam elegíveis ao PGWP. Isso, sem dúvida, seria capaz de acabar com suas chances de imigração futura. Muitos brasileiros só descobrem isso quando terminam o curso e percebem que não têm direito a trabalhar legalmente após a formatura.
E, por último, desconfie quando o curso tiver um valor muito baixo. Cursos muito baratos geralmente não são reconhecidos como programas acadêmicos completos. Eles podem manter seu status temporariamente, mas não constroem imigração.
Nesse processo, aproveitamos para compartilhar contigo os erros comuns que podem causar a recusa do seu visto:
- Trocar para curso não elegível ao PGWP;
- Não atualizar corretamente o IRCC sobre a mudança;
- Cair abaixo da carga horária mínima;
- Mudar de área sem justificativa;
- Usar instituições privadas não reconhecidas;
- Fazer pausas longas sem respaldo legal.
Cada um desses erros pode gerar recusa de extensão de visto, perda de status e até exigência de saída do país.
O impacto direto no PGWP e na imigração
O PGWP é o principal instrumento para transformar o estudo em residência permanente. Ele permite trabalhar legalmente por até três anos após a formatura.
Ao trocar de curso no Canadá, o governo passa a avaliar:
- Se houve progressão acadêmica;
- Se o novo curso é elegível;
- Se houve quebras de status;
- Se houve períodos irregulares.
Uma única troca mal feita pode reduzir o tempo do PGWP ou eliminá-lo completamente, afetando diretamente sua elegibilidade para programas como Express Entry, CEC e PNP.
Trocar de curso no Canadá é um passo que precisa de propósito
Ao contrário do que se possa pensar num primeiro momento, trocar de curso no Canadá não é uma loucura, muito menos algo errado. Essa é uma decisão migratória! E, como tal, ela pode acelerar ou te afastar das chances de imigração futura, por isso merece tanta atenção.
O maior erro do brasileiro é tratar essa troca como algo simples, quando na prática ela redefine seu histórico perante a imigração canadense. Antes de mudar qualquer coisa, o ideal é sempre analisar impacto no PGWP, continuidade acadêmica e elegibilidade institucional.
Saiba que você pode entrar em contato com a nossa equipe para descobrir como a 3RA Educação Superior no Canadá pode te ajudar nesse processo de transição. E, lembre-se, o Canadá, não basta estar estudando: é preciso estar estudando certo.
