Confira o vídeo do webinar “Vida de estudante no Canadá”

Assista aqui: Webinar Vida de estudante no Canadá

No dia 15 de Março, a 3RA Intercâmbio realizou mais um Webinar. E o assunto da vez foi “Vida de estudante no Canadá”. O evento contou com a participação de duas clientes que já estão estudando no país e com os especialistas da empresa, Fracisco Zarro e Schirley Dalmagro.

Perdeu o Webinar? Então clique no play abaixo e assista ao vídeo na íntegra. Logo em seguida você também poderá conferir um texto com as melhores perguntas feitas pelos clientes durante a palestra online.

 

Resumo do Webinar:

Participantes convidadas:

Tharcyla Garcia: Tharcyla é cliente 3RA e chegou em Vancouver há oito meses. Atualmente faz pós-graduação em Marketing na Douglas College.
Manuela Camisasca: Manuela é cliente 3RA, chegou em Vancouver há oito meses e faz o curso The North American Business Management Applied Post Baccalaureate Diploma (NABU Applied) na Capilano University.

Principais perguntas respondidas:

1) Vocês recomendam cursar mais matérias do que as inicialmente requisitadas pelo programa?

 

Francisco: Se o curso permitir, não se matricule em muitas matérias logo no início, porque o primeiro semestre é sempre puxado. Depois, quando você estiver mais adaptado, você faz mais matérias.

Tharcyla: Depois do primeiro semestre você pega o jeito, você vai se adaptando e não fica tão pesado. Você consegue gerenciar melhor o seu tempo. Porém, quando você chega tudo é novidade. Você não sabe como serão as provas, os trabalhos..

Manuela: O método de ensino canadense é totalmente diferente do nosso, então você fica muito perdido no início. Portanto, concordo que no primeiro semestre é melhor pegar menos matérias para você se adaptar.

2) Como é a dinâmica das aulas? É muito diferente do Brasil?

 

Schirley: No Canadá os professores esperam que você esteja sempre estudando. Então sempre você vai ter algo para fazer fora de sala de aula: Tanto da aula que passou e tanto para preparar para a próxima aula. Então você sempre estará estudando. É bem diferente do Brasil, onde nós vamos para a aula e lá nós descobrimos o que o professor está falando e só depois nós estudamos para a prova.

Tharcyla: O papel do professor aqui é mais de tirar dúvidas, lhe ajudar a aprofundar em algo que você ainda tenha questionamentos. Os professores esperam que você leia em casa os capítulos antes da aula, já que em sala ele tem pouco tempo para abordar todo o conteúdo. Eles esperam que você se dedique em sua casa para poder chegar na escola e só tirar as dúvidas que restarem.

3) Os gastos financeiros, além da matrícula e do curso, foram muito além do que vocês esperavam? Por exemplo: Livros, outros materiais, refeições etc.

 

Manuela: Sim. Os custos foram bem mais altos do que eu esperava. Eu não acreditava que os livros, por exemplo, seriam tão caros. Porém, os professores tentam ajudar o máximo que eles podem. Eles te dão opções, cases online, etc. Na minha faculdade, por exemplo, há ainda um sistema para alunos trocarem os livros e emprestarem e isso ajuda muito também. Uma dica que eu dou é sempre conversar com os veteranos, pois tem coisas que você não vai ficar sabendo antes, então o veterano já passou por isso e vai poder te dar as dicas.

4) Como os professores lidam com os alunos internacionais e com a dificuldade no idioma?

 

Tharcyla: Na Douglas tem muito professor de outro país, não só alunos. Temos muito canadenses, é claro, mas muitos estrangeiros também. Eles lidam super bem e fazem o máximo que podem para ajudar. Mas no geral não há muita dificuldade para se comunicar, já que quem está fazendo uma faculdade já tem um inglês legal. No entanto, se precisar, os professores estão sempre ali para tirar dúvidas após o horário e para ajudar em casos de dificuldade. E aqui no Canadá a maioria dos alunos são estudantes internacionais então as faculdades também dão muito suporte: Tem serviço de auxílio para arrumar emprego, tem psicólogo…

Francisco: É sempre legal falar que o Canadá é um país novo, com muitos imigrantes, e muitas pessoas não tem o inglês como primeira língua. Então não fique com vergonha, solte o seu inglês. Todo mundo no Canadá está acostumado a lidar com quem não tem o inglês como primeira língua.

Manuela: No meu caso, o curso que eu faço é direcionado para alunos estrangeiros. Então a preparação do professor é outra. E logo no primeiro semestre, duas das matérias são direcionadas para ajudar a melhorar o inglês. Então é muito bom.

5) As convidadas tiveram dificuldade em conciliar as 20 horas de trabalho com o estudo?

 

Tharcyla: No primeiro semestre eu não consegui trabalhar, comecei apenas no segundo semestre. Eu não tinha condições de conciliar os dois logo no primeiro semestre. Porém, agora que tenho um emprego, estou indo muito melhor na faculdade. Eu acredito que aprendi a gerenciar o meu tempo. Quando você chega, você está com medo: medo das provas, das apresentações…Mas aí quando você já se acostumou e já sabe o que te espera, você consegue administrar de uma maneira legal este tempo e com certeza dá para trabalhar.

Francisco: Quando nós fazemos a programação financeira, nós sempre pedimos para os clientes reservarem além do dinheiro da faculdade, uma quantia para se manter no Canadá nos primeiros quatro meses, exatamente para esse primeiro semestre, que é um período de adaptação.

Schirley: É realmente uma questão de organização. Você tem que saber a hora de estudar, então tem que reservar aquele tempo. É possível sim, mas vai depender muito de como o aluno vai se organizar.

6) A maioria dos colleges disponibilizam Pathway?

 

Francisco: Quando se trata de Pathway em escolas de inglês, nem todos aceitam. Porém, a maioria dos Colleges disponibiliza o Pathway dentro da própria instituição. No entanto, nós evitamos que o cliente faça esse programa dentro do College, já que em grande parte deles o aluno só vai ficar sabendo o tempo que precisa estudar inglês já no Canadá. Desta forma,  ele só tem uma noção do custo de seu projeto quando chega ao país. E eu acho isso bem complicado.

7) É fácil encontrar trabalho com a limitação de 20 horas do visto?

 

Tharcyla: Emprego part-time para quem está começando a vida no Canadá são mais posições entry level mesmo, como em lojas e cafés. Eu trabalho em um café. No Brasil nós costumamos classificar este tipo de emprego como mais simples, mas aqui não há nenhum tipo de diferenciação. É um emprego como qualquer outro. Sobre a procura, posso contar duas experiências diferentes: A minha e de meu marido.

O meu marido é da área de TI, conseguiu emprego aqui, mas eu vi como ele ficou exausto na procura deste trabalho. São várias etapas durante a seleção para esses tipos de emprego: Tem a parte da entrevista por telefone, tem a entrevista pessoal… é um processo longo. Já para mim, a procura de um entry-level job foi bem mais simples. Vi a vaga em um grupo de Facebook, fiz a entrevista e comecei.

Se você está procurando emprego part-time, um entry level job, há muitas opções, muitas oportunidades. Sempre vemos plaquinha de “contratando” pela cidade. Então vai depender muito do que você está disposto a fazer e de sua disponibilidade. Porém um emprego full-time, em uma área mais técnica, já é um processo um pouquinho mais complicado.

Manuela: Na minha faculdade, por exemplo, acontecem feiras de emprego. As empresas vão até a faculdade para recrutar os estudantes e eles costumam contratar na hora.

8) O que acontece se você não terminar o curso no tempo inicial previsto? Como fica o visto?

 

Francisco: O aluno precisará estender esse visto de estudos e é sempre bom ter uma razão plausível para fazer isso.

9) A parte do co-op dos cursos costuma ser remunerada?

 

Schirley: Depende muito do tipo do co-op, do tipo do programa e como foi montada essa parte do estágio. Em algumas faculdades o estágio precisa ser remunerado, mas em outras não.

Manuela: Na Capilano, por exemplo, eles ajudam o estudante a conseguir este estágio desde o início do programa. Porém, a universidade só vai direcionar o aluno para trabalhos que não são pagos. Mas você pode procurar um trabalho que seja pago por conta própria.

10) A parte de co-op ajuda na empregabilidade após a conclusão do curso?

 

Francisco: Sim. Você vai ter uma ajuda muito grande da faculdade, que oferece matérias de preparação para o mercado de trabalho. Claro que o co-op não é para ser vendido como um programa de carreira, como se fosse uma garantia de emprego. Mas eu tenho visto que a maioria dos alunos que começaram em uma empresa durante o co-op, acabam continuando por lá.

11) Há muitos estudantes de diferentes idades na faculdade?

 

Tharcyla: Eu comecei em um college de dois anos na área de Marketing. E aí no primeiro semestre eu decidi mudar para a pós-graduação. E um dos motivos que me fizeram trocar foi esse. Na minha sala de graduação o pessoal era muito novo e para fazer trabalho em grupo era difícil, pois os mais novinhos às vezes não estão com o mesmo pensamento que você. Mas quando é um curso de pós a idade é mais variada. Tem pessoas com 25, 30..tem também pessoas mais velhas, com mais de 50 anos… Já no diploma a maioria da minha turma era composta por pessoas de 19, 20 anos.

Manuela: Na Capilano as matérias eletivas são em conjunto com o bacharelado, então você encontra essas pessoas mais novas. Porém, no meu curso, os brasileiros, por exemplo, são todos na faixa etária dos 40 anos e tem pessoas mais velhas também.

12) Morar fora de Downtown realmente reduz o custo? Ou o gasto com transporte é muito alto?

 

Manuela: O transporte normalmente está incluído na faculdade. Você paga apenas CAD 41. Só que eu tenho observado que não há tanta diferença no valor do aluguel para onde eu moro, em Burnaby, para Downtown. Eu vejo que eu e minhas colegas pagamos mais ou menos a mesma coisa, mas depende muito do tipo de moradia: Se é basement, apartamento, etc.

Francisco: O que nós indicamos para os clientes e embarcar para o Canadá, ficar um mês em um local provisório, e só então definir a moradia final. Assim o cliente consegue enxergar a cidade com seus próprios olhos.

Schirley: Cada bairro tem suas características e é sempre bom pensar nesta questão do transporte. Por exemplo, a faculdade do meu marido era em Downtown, eu trabalhava em Downtown e ele também. Então quando estávamos olhando apartamento, Downtown era sim mais caro, mas colocando no papel o quanto nós dois gastaríamos com transporte, já que a faculdade dele era privada e não dava direito ao passe, ia dar no mesmo. Tem que colocar no papel e fazer as contas.

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